• Susana de Sousa

A beleza dos dois mundos

Um dia, numa aula do secundário, fui castigada pelo professor de filosofia por não estar atenta. Ele tinha falado de Descartes e da hipótese que o mundo podia não existir, podia ser uma construção de um demiurgo. E quem me garante que o que vejo é igual ao que tu vês? A realidade existe?


Eu estava a olhar para a janela e a absorver o mundo com outros olhos. Sentia dentro de mim algo a pulsar, como se tivéssemos chegado ao cerne de uma verdade oculta por detrás das fachadas da escola, das árvores que balouçavam com suavidade, do céu de um azul desmaiado.


- É possível que nada disto seja real? – perguntei-me.


E então o professor, a figura saturnina do meu inconsciente, entrou em cena, como que a impedir-me de ver a realidade por detrás da ilusão da Maia.


Saturno é o arquétipo do professor, do disciplinador, do que põe limites. Nunca vejo as pessoas e as situações da minha vida como algo pessoal, mas sim como parte de um contexto mais amplo.


No dia seguinte tive de ser eu a dar aula. Um castigo muito saturnino para um ser que sempre detestou estar no centro das atenções. Mas eu era teimosa (ainda sou) e dei o meu melhor. Faço sempre isso quando sou confrontada com os saturnos da minha vida.


Esta cena ficou marcada no meu inconsciente, como um sinal de alerta.


- Olha o que acontece quando queres ver para lá do véu!


E só muito mais tarde é que tive coragem para começar a furar o véu. Para começar a pôr o bedelho nos “mundos invisíveis”.


Tenho feito histórias para seres que ainda não existem neste plano terreno. Refiro-me aos bebés que ainda estão na barriga da mãe. Como nos “mundos invisíveis” não há tempo, é possível seguir o fio das suas vidas que ainda hão-de ser.


Um dia gravei uma história para um bebé que apenas tinha algumas semanas de formação. Ao princípio, apenas vi Luz, apenas senti Luz. Nem sabia se seria possível que o bebé comunicasse a partir daquele lugar tão iluminado, onde não há palavras, apenas pura energia.


No entanto, quando estabeleci a conexão o bebé falou. Foi como se ele me mostrasse um pouco do seu percurso: o seu nascimento, a ligação à mãe, o seu início de vida. Depois voltou para a Luz e eu cantei. Falei em Linguagem de Luz, algo que só costumo fazer quando mergulho na energia das crianças.


Linguagem de Luz são vibrações de alta frequência para as quais não encontro uma correspondência na nossa linguagem humana. São sons que aparentam não ter sentido. Às vezes brinco com a minha sobrinha e começamos a falar assim. Parece estrangeiro, mas a verdade é que são sons que vêm de algo muito profundo em nós. Que nos fazem sentir bem. Que nos elevam.



Tudo é vibração. Tudo é energia em movimento. Mesmo o que aparenta ser sólido é energia.


A física quântica já começa a explicar o mundo de forma que nós, seres humanos, possamos minimamente compreender. Eu gosto de experimentar, mais do que compreender. Gosto de sentir. E a verdade é que senti que o lado de lá, os mundos que nós não vemos, permitem-nos experienciar uma alegria, paz e beleza que aqui é difícil de encontrar.


A boa notícia é que nós fazemos parte de ambos os mundos. Podemos chamar a isto matéria e espírito, embora me pareça muito simplista, pois há muitas dimensões, muitas nuances. Mas para aquilo que te quero dizer, assim basta.


Podemos mergulhar na energia espiritual e trazê-la para a matéria.


O que não podemos é:


a) viver só na matéria, ignorando a nossa dimensão espiritual


b) viver só no mundo espiritual, tirando os pés da Terra, como forma de fugir à dureza da realidade


A vida exige que encontremos a harmonia de viver no mundo visível e no mundo invisível.


O meu trabalho é fazer a mediação entre estes dois mundos, trazendo a Luz dos “mundos invisíveis” para a nossa vida quotidiana.


Se ainda não encontraste a tua dimensão espiritual, se ainda não sabes que és feito(a) de Luz, se ainda não vibras com toda a poderosa força de amor e brilho… sabe que podes começar a dar os primeiros passos.


Já vi muitos seres humanos “por dentro” para saber que isto não é mito. E a grande verdade hoje é que a nossa dimensão espiritual está a pedir para despertar.


Está a iniciar-se um despertar colectivo e não há nenhum sítio no mundo onde nos possamos esconder da Luz.


Ou melhor, até há… mas se chegaste até aqui, sei que não é essa a tua opção.


Estamos a entrar numa nova Consciência. Como em qualquer período de transição, as dores de parto custam bastante. Não te foques na dor, mas no que vai nascer.


Como a frequência do Planeta está cada vez mais elevada, conseguimos aceder a dimensões que antes nos estavam vedadas. Podes experienciar estas novas frequências nos programas online, nos shots energéticos e nas minhas sessões individuais.


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