• Susana de Sousa

A Lua Cheia da Terapia

Chegamos ao culminar de um ciclo lunar primaveril sob a Cruz da Agitação.


Depois da Lua Nova da Crise, onde podemos ter detectado um forte desejo de mudança, a Lua Cheia de 28 de Março diz-nos que vamos conseguir ver o problema de forma a organizar-nos.


A vantagem das crises e de conseguirmos ver o que está estragado é termos o potencial de corrigir.


Esta é a Lua Cheia da Terapia, e dela pode surgir uma vontade de corrigir tudo e todos.


O investigador que nos habita vai despertar para o que precisa de ser corrigido em nós e nos outros, nos grupos e na sociedade, nas nossas casas e no planeta. É um momento de cura profunda, de agitar as águas internas para tratar das feridas e de incitar à mudança para corrigir o curso da humanidade.


Vamos sentir vontade de estar organizados, de modo a nos sentirmos saudáveis, mas também para que os direitos fundamentais da humanidade possam ser defendidos. E se for preciso desafiar algum tipo de autoridade para defender esses direitos, este insaciável investigador interno que temos dentro irá dizer: "basta!".


Podemos ter estado em crise por causa de maus hábitos alimentares, por nos vermos privados de interações humanas, por estarmos sujeitos a abuso de poder em casa ou no trabalho, ou por qualquer padrão comportamental que teima em tirar-nos alegria e vitalidade.


E agora chegou o momento de corrigir o padrão, pois só assim podemos pôr fim à insatisfação que nos deixa desvitalizados.


Nenhum ser humano é uma ilha, pelo que através dos relacionamentos será possível obter ajuda.


Só que quando começarmos a olhar verdadeiramente, com o olho clínico desta Lua à qual nada escapa, veremos as injustiças, as disparidades sociais, a violência, a carência, as violações à Natureza, a dessacralização da Vida!


E podemos criar um campo de projecção que nos leva a crer que a culpa é do “outro”, seja esse “outro” o nosso companheiro, o nosso patrão, os nossos pais, o governo, seja quem for a quem possamos imputar a responsabilidade pelo que está estragado.


E o investigador que há em nós torna-se subitamente o agitador, que quer fazer cair a estrutura existente e criar um novo padrão.


Nada de errado nisso, se não nos tornarmos agitadores por condicionamento externo. O truque: seguir a nossa Estratégia e Autoridade.




Luz e sombra


Olho para a Lua e consigo perceber que o mundo é uma dualidade: simultaneamente Luz e Sombra. É uma evidência sobre a qual aprendemos desde que caminhamos sobre a Terra. Simbolicamente, ficámos a conhecer a dualidade quando fomos expulsos do Paraíso (a Lua Nova ocorreu precisamente na Cruz do Éden - podes rever aqui o artigo).


Quando vemos Luz ou Sombra no mundo, podemos perceber que estamos a projectar fora aquilo que temos dentro. Nesse sentido, ambas podem ser positivas.


Se vejo mais Luz do que Sombra – “ah, o mundo é belo, chegou a Primavera, nem todos estão felizes mas a maioria sim” – tenho aqui um parâmetro do meu bem-estar. Perfeito.


Se vejo mais Sombra do que Luz – “ai, aquilo está mal, deixa-me frustrada ou com raiva, apesar de saber que certas coisas até estão bem” – tenho um sinal do que preciso de trabalhar internamente.


Se vejo apenas Luz e nada de Sombra, devo estar cega ou ter auto-induzido uma fantasia de um mundo cor-de-rosa, o que não é saudável e apenas resulta de uma recusa em lidar com as dificuldades.


E se vejo apenas Sombra, sem Luz, provavelmente estou com uma depressão ou com outra doença do género. Não consigo ver a beleza da Vida e afundo-me cada vez mais no vazio, na dor, na morte.


Não há dúvida que vivemos num mundo de dualidades, em que a mesma situação pode ser vista simultaneamente como Luz e Sombra por diferentes olhares.


Somos duais, e os planetas que ativam as energias durante um trânsito também expressam essa dualidade. Assim, sempre que temos um trânsito, como o desta lunação, podemos ver a sua ativação luminosa ou sombria.


Na Lua Cheia de 28 de Março, a face sombria fala-nos do “paciente mental”, de “instabilidade crónica” e de “loucura”. E, aqui, já nem os relacionamentos conseguem ajudar a corrigir o potencial de instabilidade mental.


Podemos ver surgir situações de desespero e de grande instabilidade, com ações arrogantes que não permitem argumentos e promovem a desorganização.


A face luminosa deste trânsito oferece-nos a sabedoria para procurar e providenciar orientação. Podemos não conseguir resolver o problema sozinhos, mas os relacionamentos vão ajudar-nos a fazer a terapia que é necessária, seja connosco próprios, seja na comunidade.


O importante é percebermos como devemos agir na dinâmica do colectivo. Cada um de nós é um ser único, que opera de forma única, que tem um propósito único. Se soubermos agir em consonância com a nossa verdade individual, vamos sempre contribuir para a harmonização e organização do colectivo, como fios brilhantes e coloridos que se organizam para criar uma bela tapeçaria.



Para onde vamos?


Cada pessoa poderá ter a sua opinião acerca do nosso destino colectivo, e quando as opiniões são idênticas pode nascer uma força poderosa, capaz de agitar as águas.


Grupos de pessoas focados em corrigir uma determinada coisa podem conseguir fazer a terapia que é necessária ou podem deparar com bloqueios. Entre mudança e estagnação, os agitadores podem fazer ver que a forma como as coisas estão organizadas não funciona e que é urgente corrigi-las.


É tempo de cooperação e de olhar com sensibilidade para as necessidades da sociedade – e isto está a ser determinado neste momento por Saturno e por Júpiter. Pedem-nos para trabalharmos em equipa e para olharmos para os interesses do grupo, embora tenham uma agenda muito fixa e limitada em mente.


Já reparaste que o mundo está a mudar? A mudança é inevitável, e como tudo é dual, cada um de nós irá observá-la sob o prisma da Luz ou da Sombra.


Talvez um destes dias me apeteça escrever sobre Plutão na porta das Limitações e o que isso poderá implicar nas mudanças que estão a acontecer, mas para já deixo-te com estes movimentos subtis da Lua, que nos vão dando pistas preciosas sobre como navegar em direção ao futuro.



A Cura começa em ti!


Estamos na Primavera. As flores enchem os campos com as suas cores vibrantes e o seu aroma sedutor. As abelhas deliciam-se com o pólen que lhes é oferecido. Irão transformá-lo no doce mel, o néctar maravilhoso que usamos há milénios para rituais e cura.


Nas velhas histórias fala-se de seres que habitam nos campos, nos pomares, nas fontes, nos rios... São aspectos da Grande Mãe Natureza, divindades ligadas à Terra, que cuidam e protegem.


Consoante as épocas e os locais, esses seres são considerados Deusas e Deuses, Ninfas e Faunos, Fadas e Elfos.


São reminiscências de um tempo em que vivíamos em conexão com a Natureza e com a nossa dimensão espiritual.


Inspirei-me nas Fadas, que para mim representam a dimensão oculta e feminina que nos habita, para criar um programa online de Cura e conexão.


Para celebrar esta Lua Cheia terapêutica e honrar a Primavera, o programa está a um valor promocional.


Descobre mais aqui:


>>> Cura do Sagrado Feminino



Viaja comigo nas histórias! 🍄✨🌷✨🐉✨👑

>> Subscreve aqui a newsletter do YourSELFstory para receber conteúdos exclusivos.

O que dizem desta newsletter:

Ler esta newsletter é um bálsamo para a alma e um elixir de renovação para o coração!✨“Espectacular!”

“Obrigada por seres este veículo de descoberta e autoconhecimento.”

“Wow! Adorei!”

“Susana, todas as suas mensagens vêm mesmo no momento certo.”

“Emocionante.” “Tanta LUZ!”

“Estás a funcionar como um despertador!”

“Lindo!”

55 visualizações2 comentários

Posts recentes

Ver tudo