• Susana de Sousa

A Lua Cheia das revelações

Para culminar uma Lua Nova que nos falava da necessidade de interdependência e de procura de verdade, chegamos a uma Lua Cheia que nos pede privacidade e rendição para reflectirmos acerca do passado e para que nos coloquemos ao serviço de algo maior, sem esquecer a necessidade de interdependência. Todos estamos ligados – já não deverá haver dúvidas sobre isso nesta fase.


Ficar em casa em prol do bem colectivo é uma das possíveis expressões desta lunação, mas em termos individuais só cada um sabe a que “algo maior” se deverá render, seguindo a sua Estratégia de Vida e Autoridade.



O trabalho de transformação profunda da nossa Verdade Interna poderá ser revelado nesta Lua Cheia, uma das melhores para nos retirarmos e reflectirmos sobre os grandes mistérios, sobre os nossos sonhos e sobre o ciclo que temos vindo a viver.


É uma Lua de possíveis revelações místicas, de segredos que só podem ser descobertos quando nos voltamos para dentro.


O ano de 2021, segundo o Human Design, começou uma semana antes desta Lua Cheia.


Vídeo com breve resumo do ano 2021



Pressão para sentir


Os dias em redor da Lua Cheia de 28 de Janeiro, serão ideais para um momento de reflexão acerca de como nos sentimos depois de um 2020 tão intenso.


O que nos está a ser pedido verdadeiramente? Quais os sonhos que ainda podemos acalentar? Qual a verdade que devemos defender para que as nossas necessidades sejam atendidas? Que grande segredo existe por trás de tudo isto?


Há uma pressão para desejar novas experiências e para aceder aos mistérios profundos, permitindo que estes nos transformem de forma súbita.


Plutão continua a pressionar-nos para encontrar a nossa verdade individual e para vermos a vida a uma nova luz e Vénus vem fazer-lhe companhia, obrigando-nos a valorizar mais ainda este processo de transformação.


Marte entra no processo e vem impulsionar o desejo de compreender os grandes mistérios, mas pode levar-nos à exaustão, principalmente se recusarmos seguir sozinhos nessa jornada. Pensar em demasia, nesta fase de retiro, pode esgotar-nos, principalmente se estivermos a tentar resolver as nossas vidas de forma racional.


Com Marte num centro mental corremos o risco de cometer desvarios, mas Vénus pode ajudar a equilibrar os nossos impulsos.


Meditar, ou seja, suprimir a instabilidade das ondas mentais, é a forma ideal de libertar a pressão em excesso.


Se a inspiração surgir, podemos oferecê-la aos outros, e assim estaremos ao serviço de algo maior.



Usar a Imaginação


Saturno e Mercúrio pressionam o desejo de viver novas experiências, de alcançar sonhos, de sentir a vida, mas sem perdermos o senso de realidade. Se algo não for realizável, podemos simplesmente usar a imaginação e deixar que essa capacidade inesgotável de tocar o impossível nos nutra e nos guie.


Projectar os nossos desejos, escrever ou falar sobre eles, é um modo seguro de nos livrarmos da pressão em excesso. Querer realizá-los, sem seguir Estratégia de Vida e Autoridade e sem pragmatismo, produz agressividade e pode gerar dependências pouco saudáveis.


Não criar expectativas e focar-nos num desejo de cada vez, é fundamental nesta fase.


Júpiter e o Sol trabalham em conjunto, levando o nosso foco para as necessidades individuais e comunitárias e impulsionando-nos para servir um bem maior. Sensibilidade extrema às necessidades básicas ou espirituais pode causar desconforto e nervosismo. Ou levar a um estado de insensibilidade em que já não nos importamos com o que acontece aos outros.


Podemos sentir que não sabemos como garantir as nossas necessidades e podemos sentir a falta do toque, do contacto humano, quando o retiro é forçado. Também podemos sentir que somos obrigados a estar ao serviço quando não é isso que queremos.


O pano de fundo continua a estar focado em processos materiais. Todos querem algo, ninguém quer ser excluído.


Como conciliar as necessidades individuais num panorama de carência e dificuldades? Lembrando que a Verdade Interna de cada um pode iluminar o caminho e não esquecendo que todos somos, na verdade, Um. Não há separação.


E quando falo em nós, falo por mim, por ti, por todos os seres humanos, pelos animais, pelas plantas, pelos minerais, pelos rios, pelo fogo, pelo vento, pelas estrelas...


Na mitologia hindu, a energia divina de brahman manifesta-se no tempo como Maya. Uma Consciência única, eterna, expressa-se através de múltiplas formas: tu és uma delas. E por isso fazes parte dessa Consciência eterna, do Absoluto.


Tens sentido que fazes parte da totalidade, ou sentes o peso da separação? Se ainda diriges a tua raiva para os outros, continuas na ilusão de que és um ser separado. Se ainda te consideras vítima do sistema, continuas na ilusão de que tu e o sistema são entidades separadas. Se sentes falta de direção na Vida, continuas na ilusão de que tu e a Vida não são a mesma coisa.


A Lua Nova, na Cruz da Maia, já lançou pistas sobre a verdadeira natureza do mundo. A Lua Cheia vem agora trazer a revelação que faltava. Mas só para quem fizer o retiro para se aproximar dos segredos que coroam a história cíclica da sua verdade essencial.


Cada um de nós é único e todos somos Um!



A Cruz dos 4 Caminhos


Voltamos à Cruz dos 4 Caminhos.


A Lua Cheia de 31 de Outubro de 2020, que também ocorreu na Cruz dos 4 Caminhos, foi a 1ª análise de ciclo lunar que fiz, uma verdadeira iniciação para mim.


Logo de seguida decidi observar os trânsitos do dia em que tive a Visão das Maçãs Douradas e vi que a Visão ocorreu também na Cruz dos 4 Caminhos, e durante um período em que estava a fazer uma análise acerca dessa mesma Cruz para minha certificação em Human Design.


Interessante, pois esta Cruz está ligada aos meus Nodos Lunares, e como tal, ao meu caminho de vida.


Em termos colectivos, é uma das mais impactantes, a par da Cruz do Cálice do Amor (Vessel of Love) e da Cruz da Esfinge. Marca o final de cada um dos Quartos da Mandala e indica o Caminho a seguir.


Aliás, o que a minha Visão me trouxe foi precisamente um caminho.


Por isso convido-te a olhar para trás, para o final de Outubro, e perceberes o que estava a ser posto em marcha na tua vida. Foi uma Lua Cheia de revoluções, sobre a qual escrevi:


"Se estivermos a viver em alinhamento, a força impactante desta Lua pode ser o impulso para iniciarmos algo novo nas nossas vidas, ainda mais em sintonia com a nossa verdade interna. Para isso contribuirá certamente a quantidade de planetas que estão em exaltação, permitindo que se expresse o melhor processo possível.


Mas se ainda estivermos longe de viver de acordo com a nossa essência, a ansiedade, a raiva e a impaciência irão governar a nossa vida durante o próximo ciclo de 28 dias e nenhuma exaltação vai ajudar a evitar o drama.


É tempo de permanecer em alerta e tentar perceber o que não cheira bem, confiando no nosso talento natural para descobrir a direção correta.


Se seguirmos a nossa estratégia de vida e autoridade, conseguiremos ir ao encontro do que é correto para nós e libertar os medos ancestrais que trazemos nas nossas células.


Estamos na etapa final do Quarto da Dualidade, onde tivemos a oportunidade de aprofundar as nossas interconexões, e o caminho que o Sol nos aponta começa a dirigir o nosso instinto para a transformação.


De quê? Da nossa relação connosco mesmos, com o nosso corpo, com o nosso sistema imunitário... e, por extensão, a nossa relação com os outros sistemas de que fazemos parte. Que nos trazem saúde e segurança.


Seremos capazes de lidar com o egoísmo e ver mais longe?


Seremos capazes de sentir verdadeira compaixão pelos outros e por nós mesmos?


E de confiar que estamos a ir ao encontro da nossa verdade?"


Marte agora vai estar no caminho que essa Lua de Outubro apontou, por isso pode ser o momento de dar impulso ao que foi visto ou pressentido nessa lunação.


Tudo está ligado. Imagina o teclado de um piano. As teclas negras são as Luas Novas, a brancas são as Luas Cheias. Se ao longo de um ano tocares cada uma destas teclas, no final tens uma sinfonia mágica. Alinhas-te com a música do cosmos.


E por vezes irás voltar atrás, irás repetir uma tecla, pois é assim que se constrói um tema musical.


No final, poderás usufruir de uma bela melodia que te coloca em conexão com algo maior.



Já sabes como aceder à tua verdade individual?


A jornada através do sistema de Human Design começa com uma sessão que te desvenda a base daquilo que é a tua essência, oferecendo-te uma fórmula que te permite tomar as decisões corretas para o teu Ser e aceder àquilo que é a tua verdade. Essa fórmula é a tua Estratégia de Vida e Autoridade. Podes conhecê-la na tua primeira Análise Individual e treiná-la nas Análises de Ciclos, até adquirires a mestria que te irá permitir viver em alinhamento com a tua Verdade Interna.


Sabe mais aqui: >>> O Caminho das Estrelas - a tua jornada com o Human Design

👑 Viaja comigo nas histórias! 🍄

✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨


>> Subscreve aqui a newsletter do YourSELFstory para receber conteúdos exclusivos. O que dizem desta newsletter: ✨“Espectacular!”“Obrigada por seres este veículo de descoberta e autoconhecimento.”“Wow! Adorei!” “Susana, todas as suas mensagens vêm mesmo no momento certo.” “Emocionante.” “Tanta LUZ!” Estás a funcionar como um despertador!” “Lindo!”

50 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo