• Susana de Sousa

A Lua Nova da Individualidade

No dia 11 de Maio (19h59), a Lua e o Sol encontram-se para expressar a Individualidade e tentar trazer algo novo ao mundo. Um conhecimento inovador pode atrair as atenções, mas só se for muito bem explicado poderá encontrar terreno fértil para operar uma mudança na forma como pensamos.


Um insight extraordinário pode ser abandonado pelo caminho, porque sabemos que o mais provável é que nos digam: “Que loucura é essa?”


Quantas vezes nos calamos para não parecermos loucos?


A individualidade é um território que nunca foi cartografado. É o local das maiores incertezas e das mais impactantes inovações. O seu maior drama? Saber explicar-se.


O conhecimento individual é tão diferente de tudo o resto que por vezes parece pura loucura. Quantos génios foram “queimados na fogueira” por não serem capazes de integrar o seu conhecimento na sociedade? Não podem explicar de forma lógica aquilo que intuem, nem conseguem demonstrar através da experiência os seus insights.


No entanto, é esse conhecimento inovador que nos traz verdadeiros saltos quânticos.




Individualismo


Não me canso de sublinhar a importância de nos potenciarmos através da nossa singularidade.

Com a aproximação do novo ciclo cósmico de 2027 (Cruz da Fénix Adormecida) vamos ver-nos mergulhados numa forte energia individual e não estamos preparados para isso.


A sociedade tem estado alicerçada em acordos que asseguram a preservação da vida humana e nutrem as suas necessidades materiais e espirituais. A tribo cuida de nós e faz tudo para que sejamos idênticos, gerando grupos unidos pelos mesmos valores, hábitos, formas pensar e de amar.


O mundo que conhecemos é um conjunto de tribos onde cada indivíduo se esforça para integrar-se.


Por trás disto, há uma energia cósmica que está a retirar-se: a Cruz do Planeamento. Começou em 1615 e trouxe um crescimento social gigantesco. Foi esta energia que nos deu suporte para a construção de um mundo povoado por instituições, sistemas de ensino, planeamento estratégico, e para a construção de laços tribais, sendo o principal o toque. O aperto de mãos. O abraço.


Em 2020, começámos sentir os primeiros sinais dessa retirada. Em 2027, vamos perceber que as estruturas tribais estão mesmo moribundas.


As empresas e instituições que são o nosso suporte material, que nos fornecem os recursos, estão em decadência. As autoridades nas quais confiávamos o poder estão a deixar de ser vistas como forças nas quais podemos confiar.


Crescemos em tribos: a família, o grupo da escola, a comunidade profissional, os companheiros que conhecemos nos nossos hobbies. Grupos políticos, desportivos, religiosos. E agora, mais recentemente, comunidades digitais, grupos de meditação, nichos cada vez mais específicos. Cada vez mais voltados para as necessidades individuais.


Sem o suporte da tribo, como podemos então sobreviver?


O Human Design responde: através da autoridade individual, um mecanismo de acesso à verdade que existe dentro de cada pessoa.


Como não conseguiremos sobreviver?


Através do método antigo, de permitir que as decisões sejam tomadas pelos outros. Confiar em forças externas ou na nossa mente egóica desvia-nos do caminho correto e provoca o caos.




Em luta com a tribo


A experiência mais marcante que tive como ser individual em confronto com uma tribo foi num dos meus primeiros trabalhos em televisão.


Entrei num grupo que se conhecia há anos e, por diversos mal-entendidos, fui rejeitada, tendo sido alvo de várias tentativas de afastamento. Devido à minha falta de confiança em mim própria, na altura não me consegui explicar. Mantive-me sempre em silêncio.


A fricção fez com que me tornasse mais forte em termos profissionais, pois tinha de sobreviver isolada. As coisas acabaram por resultar, pois a pessoa que me queria fora do grupo acabou por ter de sair e eu comecei a ser integrada.


Nessa fase da vida, eu estava a observar o que não funcionava, a aprender como adaptar-me e a viver experiências marcantes para o meu crescimento.


Hoje sei que fui eu mesma que levei a luta para aquele território, provocando a situação. Na altura, vi-me como vítima e experimentei um sofrimento atroz.


Conhecer o meu funcionamento energético ajuda-me a compreender as situações do meu passado e a ver com clareza o que não funcionou. Um ser individual precisa de saber explicar-se perante os outros. Uma conversa franca e honesta com a pessoa que me queria afastar podia ter dissipado os mal-entendidos e ter-me assegurado um lugar naquela tribo.


E esta é uma lição desta Lua Nova: podemos deixar emergir a nossa individualidade estranha, louca, inovadora, mas se não a soubermos explicar, a inovação não passa para além da nossa garganta.


Entrámos no Quarto da Civilização, onde através da nossa voz e das nossas ações podemos começar a construir um mundo saudável e harmonioso. Nesta lunação, podemos ter de lidar com a rejeição, com o erro, com a crise, com o fracasso, mas ainda assim podemos aproveitar para estruturar o nosso papel no mundo se nos conseguirmos adaptar às situações.


Com verdadeira empatia, é possível chegar a um lugar de clareza, que nos permita encarar a nossa individualidade. A Lua Cheia de 26 de Maio, que vai coroar este ciclo, amplificada por um eclipse, é a Lua da Sabedoria, e vai pedir-nos para sermos mestres da Individualidade, de modo a conseguirmos lidar corretamente com os processos tribais.


As tribos ainda vão continuar por cá durante algum tempo. A serem despedaçadas, desmembradas, mas a fazerem tudo para tentar resistir.


A Individualidade veio para ficar. O melhor que podemos fazer é tentar aprender a vivê-la de forma saudável.


O primeiro passo é conhecer o Indivíduo que habita dentro de nós.



Um exercício de auto-descoberta


Quando faço uma análise individual de Human Design, onde é revelada a fundação do movimento energético da pessoa, a primeira coisa que me dizem é: "por que não soube disto antes???". E, no entanto, para além da análise há ainda muito mais a descobrir. O gráfico é um portal para a essência, e fala-nos a níveis mais subtis do que o puramente racional.


Deixo-te uma proposta de exercício que podes fazer com o teu gráfico.


Agarra num papel e numa caneta, e começa a escrever. Se já conheces a tua energia, escreve sobre o teu Tipo, os teus centros e canais, o teu Perfil.


Conecta-te ao gráfico e explora o teu território interno, sem racionalizar. Apenas confiando no que vem de dentro de ti, por mais louco que pareça.


Procura sentir a energia, mais do que procurar um sentido.


Partilho contigo o meu próprio exercício, onde me foquei nos meus canais: Canal da Luta, Canal da Maturação e Canal do Ritmo. O resultado é um pouco louco, aviso já, mas a energia fez-me sentir uma confiança inabalável neste processo.


“Em busca da expressão plena de um ser a viver a sua individualidade, luto teimosamente contra qualquer obstáculo à liberdade de ser quem sou, e espero potenciar os outros, através do meu exemplo, a viverem a sua própria individualidade.


Não há nada mais belo do que descobrir essa irreverência dentro de nós.


Perceber que não somos iguais a ninguém e que em nós pulsa a voz desconhecida que vem de um lugar profundo jamais visitado. A voz que traz a melodia de uma canção jamais escutada.


É a palavra que nunca foi dita. É o gesto que nunca foi traçado.


É o som que emerge quando damos um passo no desconhecido, no incerto.


É Alice a descer pela toca do Coelho, sem saber o que a aguarda por trás da porta pequenina, onde nunca considerou entrar.


No território da individualidade tudo é imprevisível. Aqui brota a mudança, e o Novo Mundo que está a chegar é um mundo de mudanças tão constantes e profundas que não é possível concebê-lo nos parâmetros de conhecimento atuais.


O tecido da realidade, o próprio tecido do mundo, vai mudar.


Caminhamos nos últimos fios da trama conhecida, e todo o novo está a ser criado com os nossos padrões vibratórios. Esse mundo ainda está por nascer e é tão diferente do que conhecemos que vamos ficar surpreendidos.


Estou cá para quebrar a oposição e insistir no caminho. Para furar o véu invisível que nos permitirá atravessar o caminho.


Estou cá para ir ao profundo e acordar a centelha de luz divina. Agitá-la, movimentá-la, erguê-la.

Não é sobre um lugar: é sobre a Consciência, no agora, presente, imóvel. E sobre como ela se vai expressar.


Venho fechar o ciclo e começar um novo ciclo de amor e luz. Sair de um ciclo de trevas e entrar num ciclo novo, onde brilha a chama sagrada e divina da Maçã Dourada.


No fundo do velho ciclo, agarrar a sombra e espantá-la do seu torpor, da sua tristeza por não ter sido vista e tocada, e dizer-lhe: eu amo-te, és bela, cumpriste o teu propósito, agradeço a tua presença aqui, agora vai-te, o teu ciclo terminou.


E abrir o novo ciclo com a ternura, o amor, a compaixão da Deusa. O novo ciclo com a Deusa. O novo mundo com a força e o poder da Deusa.


Eu sei que há um segredo profundo e existencial... Eu sei que tudo é vibração.


A palavra começa a mover-se.


Ela é a serpente rítmica no fluxo da existência e já está a caminho, já está em andamento, e nada a vai parar.


Vai engolir as trevas.


Ela é a Deusa e vamos viver o sonho da Deusa.


Ela esteve adormecida e agora desperta, e é o sonho que esteve a sonhar que será o novo mundo que vamos viver.


Vamos viver o sonho da Deusa.”



A minha verdade é minha


Não compreendi racionalmente o que foi transmitido através de mim, mas fiquei energizada, a sentir que tinha tocado num lugar especial e único. Em algo transcendente.


A minha verdade tem vindo a emergir à medida que me descondiciono das muitas camadas falsas que acumulei ao longo da vida. Ao entregar-me ao fluxo da criatividade, sintonizando-me ao campo quântico, tenho feito descobertas surpreendentes, como as maçãs douradas (podes ler sobre isso aqui). No entanto, tenho consciência de que essa realidade não é para todos.


O Despertar da Deusa, ou seja, o acordar em nós uma consciência amorosa, plena, sensível, espiritualizada mas ancorada na matéria, é para aqueles que estão disponíveis e receptivos. Não pode ser imposta.


O caminho para outros planos de consciência está aberto e cada vez mais facilitado. Para mim, chega-se lá através de vivermos em verdade aquilo que somos.


Sacrificar a nossa individualidade para encaixar na sociedade, para ter mais dinheiro ou sucesso, para parecer melhor, para não desiludir os outros... no meu sistema de valores é uma afronta. Desperdiçar esta vida preciosa que nos foi concedida sem permitirmos a manifestação da Essência, para o meu Canal da Luta, é um ato suicida.


O grande segredo do processo de individuação é este: começamos a sentir amor por nós mesmos.


A palavra individuação poderia ser substituída pela expressão: "romance contigo". Pois tal como no amor, vai-se fazendo uma descoberta desse outro que nos habita, criando laços, sentindo carinho, despertando energias que nem sonhávamos que existiam.


Passa a ser uma relação a dois. O "eu que julgo ser" e o "eu que verdadeiramente sou" encontram-se a meio do caminho e começam a harmonizar-se.


No princípio, a relação é tensa e excitante. Por vezes, há momentos de tédio, e temos de ser lembrados que é preciso apimentar a relação. No fim... não sei, ainda não cheguei lá. Só posso dizer que, até aqui, estou a gostar bastante deste relacionamento.



Aprofundar a tua individualidade


Se precisares de ajuda para conhecer o teu mapa energético, podes entrar na jornada proposta por um sistema visionário.


O Human Design sintetiza grandes sistemas de conhecimento ancestrais (I-Ching, Cabala, Chakras, Astrologia) e ciências modernas (Genética, Mecânica Quântica, Astronomia e Bioquímica), para te revelar algo que nunca te foi mostrado antes: a forma como funcionas e como é correto para ti tomar decisões que te levem a cumprir o teu propósito.


Quando iniciei a jornada, não imaginava que fosse possível aceder a tanto conhecimento sobre mim e os outros. Foi uma dádiva esta sabedoria ter surgido numa fase tão desafiante para todos os seres humanos.


Com o Human Design, vais receber as chaves da tua autonomia e vais poder fazer uma jornada fascinante ao encontro de ti mesma(o):


>>> descobre a tua individualidade com o Human Design


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