• Susana de Sousa

“O escurecer da Luz” na Lua Nova de Março

O ciclo lunar que se inicia a 13 de Março vai envolver nas suas águas dois momentos especiais: o início da Primavera (20 de Março) e a Páscoa (4 de Abril).


Este ciclo vai abrir-se à chegada das andorinhas, ao desabrochar das margaridas nos campos verdes, ao riso de dias mais solarengos e despreocupados.


Uma onda de esperança pode começar a crescer nos nossos corações, mas durante os primeiros dias do ciclo, podemos ter de confrontar as nossas sombras, antes de dar um passo em direção à luz.


Tudo o que carregamos dentro (emoções, pensamentos, crenças inconscientes) nos acompanha diariamente, e quando não conseguimos ver as nossas sombras, elas surgem sob a forma de crises externas.


- Isto aconteceu-me. – costumamos dizer – Não tive culpa. Fizeram-me isto e aquilo.


Desconhecemos que as experiências e as pessoas são algo que atraímos, para podermos crescer e evoluir. Ficamos zangados quando a vida não corre de feição. Culpamos os nossos companheiros, amigos, colegas, chefes e outras autoridades. Sentimo-nos vítimas quando o nosso corpo começa a falhar e adoece. Irritamo-nos quando as nossas relações se revelam tóxicas.


E assim a Primavera não chega. Dentro de nós, o Inverno estende-se, interminável, soturno, gélido.


Chamamos-lhe tristeza, melancolia, doença, depressão.


O novo ciclo lunar vem dar uma oportunidade a estes longos invernos da alma, dando pistas para sairmos da Crise.



A sabedoria emocional


Segundo o Human Design, é quando o Plexo Solar está ativado que temos o verdadeiro potencial de tocar a onda de esperança e dor produzida por este poderoso centro energético.


O Plexo solar é um dos centros energéticos mais poderosos: constitui a autoridade interna para a tomada de decisões de cerca de metade da população e está a sofrer um processo de transformação para se tornar num centro de consciência (sabe mais aqui).


A metade da população que não tem este centro como autoridade usa-o como centro receptor para as emoções dos outros, amplificando-as e distorcendo-as. Por isso é tão fácil ficarmos irritados, nervosos e reactivos.



Na Lua Nova de 13 Março, o Plexo Solar é como o cenário de uma festa, pois vai receber não só a Lua, mas também o Sol e a Terra... juntamente com mais quatro planetas!


A Lua Nova é aquele momento em que durante 3 dias a Lua está escura. Estes 3 dias surgem nos velhos mitos e histórias como os 3 dias em que a Deusa ou o Deus estiveram no Submundo. Vemos isso no mito de Inanna, morta durante 3 dias, antes da Ressurreição. E também na história de Jesus Cristo, que ressuscitou ao 3º dia.


Nestes momentos de morte e escuridão, algo oculto prepara-se para nascer. À medida que a Lua cresce, esse nascimento vai ganhando forma, adquirindo a sua expressão máxima na Lua Cheia.


É curioso que a Lua Nova, a Lua escura, ative “O escurecer da Luz”, iniciando um novo ciclo lunar na fundação da Crise.


Este ciclo vai-nos fazer investigar em profundidade a Crise, e tanto pode estar assente no poder emocional para lidar com a crise, como pode colocar-nos numa posição de resistência excessiva perante a mudança e levar à crise.


Devemos lembrar-nos que a Luz não deixa de existir: apenas se encontra escondida (a Lua em breve ficará iluminada pelo Sol).


A Crise é um momento de agitação emocional que nos permite libertar algo e que abre caminho para uma nova experiência, podendo iniciar um ciclo de aprendizagem e sabedoria.


Talvez seja o momento de olharmos para o que sentimos após estes duros tempos de restrição e perceber o quanto estamos fragilizados ou fortalecidos emocionalmente.


Na imagem do gráfico, o Plexo Solar assemelha-se a um sol triangular com 6 raios negros.


A maioria dos corpos celeste escolheu reunir-se ali para preparar esta lunação: Sol, Lua, Terra, Mercúrio, Vénus, Júpiter e Neptuno agitam as ondas emocionais, contribuindo para nos resignarmos a investigar as crises e fricções que devem dar origem a revoluções sociais e emocionais, sem grandes formalidades.


Pede-se mudança, mas sem uma boa investigação não se chega a bom porto. É preciso analisar todos os detalhes, até adquirir uma fundação sólida que nos permita clarificar as experiências emocionais e retirar daí alguma aprendizagem.


Se somos inexperientes na Crise, a vida vai ensinar e revelar novos caminhos. Para os mais conscientes, há um potencial de tocar o Divino quando se abraçam as emoções, mesmo as mais negras.


Nada acontece nas nossas vidas por acaso. Quando a luz escurece, temos a oportunidade de acender a nossa Luz interna e descobrir os maiores tesouros.


É aquele momento em que, durante a festa, se apaga a luz e a música cessa. O que sucede? Vontade de fugir? A ânsia de dar um abraço a alguém? Um beijo roubado? Assobiar e gritar até que a voz quebre? Beber até cair ou continuar a dançar, como se a música não tivesse cessado? Um desejo de nos fundirmos com tudo e todos?


Ou uma revelação? Uma visão? Uma presença estranha e sobrenatural a fazer vibrar as nossas cordas emocionais?


Tanto podemos perceber que estamos a dançar em sintonia com a Vida, como o oposto: estamos em crise e precisamos de ajuda para sair dela.


Parece-me que este é o momento em que muitas pessoas se vão aperceber da sua fragilidade emocional para lidar com a crise e da sua necessidade de dar início a algum tipo de processo terapêutico, enquanto outras irão ter algum tipo de epifania, que as irá colocar num local de profunda conexão com o Todo.


Tudo é possível quando o Vazio se revela.



A Cruz do Éden


Na mandala assinalam-se o Sol e a Terra, corpos opostos e complementares. No Human Design trabalhamos com uma dualidade: Consciente e Inconsciente, que são ativados em momentos distintos no tempo. Por isso temos duas vezes o Sol e a Terra em oposição, o que forma uma cruz: a Cruz da Encarnação.


Nestes breves estudos dos trânsitos lunares, apenas olho para o Consciente, que é a parte mais visível com que somos condicionados. No entanto, outra camada opera abaixo da superfície, e a Cruz da Encarnação traz à tona o seu tema.


Na Lua Nova de 13 Março estamos na Cruz do Éden.


A Cruz do Éden fala-nos da Queda: a nossa saída dos jardins do Paraíso, após termos sido tentados pela Serpente para comer a maçã. Essa Queda simbólica é o impulso que nos faz sair da zona de conforto para irmos viver novas experiências e assim adquirir maturidade.


No final de 2020 tivemos uma Lua Nova que eclipsou o Sol e que ocorreu também na Cruz do Éden.


Os eclipses têm um alcance de 6 meses, por isso até meados de Junho vamos sentir o impacto desta energia. E falo de impacto também porque, tal como agora, um canal manifestador, que rege a abertura e o fechamento social, estava ativado.


O eclipse de Dezembro pedia-nos uma maior sintonia em termos de ideias. A Terra formava um canal com Neptuno, criando uma energia propícia às interações sociais, ou pedindo recolhimento.


Agora, a Lua e o Sol formam um canal com um dos Nodos Lunares. Assim, temos, por um lado, uma energia faminta por mudanças e, por outro, as crises que daí podem resultar, principalmente quando resistimos às mudanças, podendo produzir fúria, raiva, e aumentando a insegurança.


“Há que aceitar aquilo que é” – vai dizer-nos Mercúrio. Só que isso não será fácil, pois a maior parte de nós tem dificuldade em lidar com as emoções.


Neptuno e Vénus estão em conjunção e vêm trazer graciosidade às interações sociais, mas pedem que se abandonem as formalidades e se respeite a individualidade de cada ser.


Vénus nasceu das águas de Neptuno e, juntos, trabalham a energia de Amor no seu mais elevado potencial. Nesta lunação, vão apelar à sensibilidade, à beleza e à harmonia nas interações sociais, e podem erguer a ponte que tanta falta nos faz para nos abrirmos ao outro.


Será o momento de expressarmos as nossas emoções com a mais pura poesia e de nos abrirmos a um novo tipo de transcendência.


A Beleza (Vénus) está pronta para renascer e o sopro do Espírito (a Palavra) ajuda a dar-lhe forma.


Excelente momento para os poetas, os músicos, os escritores, e para todos aqueles que tocam o coração dos outros com a palavra ou o som. E possamos todos nós beneficiar de grandes criações ao longo desta lunação.


Os últimos movimentos da Inspiração


Se as emoções vão estar ao rubro, no plano mental, o que acontece?


Plutão está a finalizar o seu trabalho no Centro da Cabeça, na nossa verdade interna. No dia 17 de Março irá deslocar-se para o Centro da Raiz, onde permanecerá até 2025, para transformar a forma como lidamos com as Limitações.


Os últimos movimentos deste planeta, que opera de um modo invisível e profundo, fazem um apelo para que se resolva o mistério e para que a Inspiração traga claridade para o colectivo.


É possível o surgimento de insights e revelações que nos mostrem um novo modo de lidar com as crises emocionais.


Lembrando que a Lua Nova prepara o terreno do ciclo lunar, é importante olhar para as crises e investigá-las, tentando perceber o que há para libertar e de que forma nos podemos apoiar uns aos outros.


Se deixarmos a nossa verdade emocional desabrochar, seguindo o exemplo das flores primaveris, podemos abrir caminho para experiências emocionais gratificantes.


Investiga e aprofunda o teu Ser


A melhor forma de tirar partido da energia ativada pelos trânsitos, é conhecer a fundo a nossa própria energia.


Pessoas com o Plexo Solar indefinido vão ter um grande desafio nesta lunação, mas conhecendo bem o seu funcionamento energético, poderão navegar nesta onda emocional sem que isso as desvie do seu propósito. Logo na 1ª análise de Human Design consegues perceber quais as áreas de potencial condicionamento às quais deves prestar atenção. O mapa da jornada funciona como uma âncora, que te irá permitir manter a tua base mesmo nas maiores tempestades.

>>> entra na jornada e descobre-te com o Human Design



* a Mandala e o Rave Bodygraph são marca registada da Jovian Archive


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