• Susana de Sousa

Um Equinócio “Prima Donna”


O ciclo anual fala-nos de luz e de escuridão, de calor e de frio, de extroversão e de recolhimento, de vida e de morte. É uma dança entre a Luz e as Trevas, que não acontece somente no mundo natural, mas também dentro de cada um de nós.


Quando estamos a vivenciar em pleno cada um dos extremos, celebramos um Solstício. Verão e Inverno são o expoente das energias extremas. Cada indivíduo tem o seu modo específico de se adaptar a estas estações intensas.


Nas alturas do ano em que as energias se equilibram, e nenhuma vence, temos os Equinócios. Outono e Primavera são estações mais amenas e delicadas, em que os extremos se harmonizam e nos começamos a adaptar ao extremo oposto.


No dia 22 de Setembro, no Hemisfério Norte, o dia e a noite são idênticos, mas a noite prepara-se para crescer em relação ao dia. Este período, celebrado desde tempos imemoriais como “Mabon”, “Alban Elfed”, ou “Luz da Água”, é o momento de agradecer à Deusa Mãe pelas últimas colheitas.


Os frutos foram colocados à nossa disposição, resultado de muito labor, mas agora a energia de vida retira-se para o interior. É necessária uma pausa.


O Sol descansa na porta 46, onde nos entregamos ao amor pelo corpo e pela experiência de estarmos vivos.


Porta 46 – Ascensão – A determinação do Ser Verdadeiro

A boa sorte, que pode ser percebida como resultado do acaso, mas que deriva de esforço e dedicação.


Segundo o I-Ching, a imagem desta porta é Terra sobre Árvores, simbolizando as sementes em ascensão, até se tornarem árvores. Fala de paciência, de diligência, e de recompensa pelo esforço.


A porta 46 traz-nos para o corpo, permitindo-nos perceber que o corpo é a vida. Para transcender o mundo da matéria, da forma, é necessário estarmos imersos nele.


Amar o corpo e evoluir através do corpo pode trazer-nos uma sabedoria imensa. Amar a experiência de estar no lugar certo, à hora certa e, eventualmente, partilhar essa experiência com alguém, pode abençoar-nos com um sucesso pleno de satisfação.


A árvore não tem de saber o motivo pelo qual é impulsionada para cima. Apenas precisa de fazer aquilo que lhe é natural: ascender.


Da mesma forma, nós precisamos de estar completamente imersos na experiência da forma, não só do corpo, mas de todo o processo vivencial que estar vivo acarreta.


Quando estamos a passar por uma experiência, o que importa é vivê-la, sem expectativas, não é tentar perceber os porquês. No final do ciclo, respostas podem surgir, mas só na entrega e na dedicação plenas é que é possível fazer alguma descoberta. Cada experiência se torna um potencial de descobrir algo mais sobre o nosso Ser Verdadeiro, pois tudo o que nos acontece é um reflexo da nossa Essência.


A porta da Inocência ancora este processo vivencial no mais puro existencialismo. O passado e o futuro não importam. Tudo é “agora”, e nesse “agora” brota a capacidade de cada espírito único nos chocar com a sua ação perfeita e espontânea.


O amor universal e o amor pelo corpo reverberam de forma natural no ouro líquido das tardes silenciosas, quando as primeiras folhas acastanhadas caem no solo.


Há uma história que morre em cada entardecer, quando os corações fecham os capítulos que já não podem frutificar e começam a olhar para as próximas sementes.





A determinação da Prima Donna que ascende


Tanto no Hemisfério Norte, como no Hemisfério Sul, o dia e a noite estão em equilíbrio. Isto só acontece duas vezes por ano, na altura dos Equinócios. E dura somente uns breves momentos, pois o ciclo continua a mover-se: no Norte, a escuridão ganha terreno; no Sul, é o dia que cresce.


Estamos no Quarto da Dualidade, onde o propósito é cumprido através da ligação. Os vínculos corretos permitem-nos co-criar a realidade e fazê-la expandir, pelo que é importante seguir Estratégia e Autoridade na escolha dos parceiros, sejam amorosos, sejam profissionais.


Com as pessoas certas, a determinação do Ser Verdadeiro pode dar origem a descobertas fascinantes, mas quando estamos numa linha 2, pessoas só à distância.


A porta 46, ativada na linha 2, torna-se uma verdadeira “Prima Donna”, cuja determinação para ter sucesso poderá ofender os outros.


Alguém que dança ao som da sua própria batida, em perfeita inocência, pode provocar uma certa inveja. Está no seu mundo, a usufruir da sua própria beleza, e isso é bastante visível para os outros, mesmo que a pessoa não se dê conta.


Com o Canal do Carisma ativado pelo nodos lunares, podemos dar por nós entregues a uma ocupação em extremo, sem tempo para cuidar do corpo e dos nossos dons e talentos. Ou podemos estar tão imersos numa experiência que amamos, que a nossa determinação carismática nos faz ascender e deixa os outros invejosos da nossa aparente boa fortuna.


O caminho é egoísta, auto-absorvido, mas potencia a determinação e o crescimento através das interações verdadeiras. Uma dinâmica entre “eu” e “os outros” que podemos desenvolver de forma natural neste Equinócio quando seguimos a nossa direção criativa e única.


Para isso, temos de ter a coragem e a inocência de sermos autênticos, assumindo somente os compromissos corretos para o nosso propósito de vida.


Seguir Estratégia e Autoridade é chave para aproveitar a dinâmica proposta por este Equinócio, e usufruir da força carismática que nos pode ajudar a levar a energia de crescimento à manifestação plena, numa ascensão harmónica e criativa.

Palavras-chave da Linha 2: natural, projecção, democrata, dons internos, autonomia, talento natural, harmonia, genialidade, solidão, ser chamado.



Cerimónia de Equinócio


"Ritual é poesia do mundo das acções." Ross Nichols

Celebrar estes momentos cíclicos, ajuda-nos a estarmos sintonizados com o fluxo da vida. Mas não é necessário irmos para um círculo de pedras e celebrar em grupo: podemos criar o nosso próprio espaço interno de celebração, honrando a energia eremita da linha 2.

Podes experimentar criar o teu próprio ritual, em casa ou num local tranquilo na Natureza.


Deixo-te aqui uma proposta, que podes adaptar às tuas necessidades:


Visualiza-te a entrar num círculo de pedras megalíticas.


Sentes uma Paz profunda e uma segurança absoluta, enquanto inspiras o ar perfumado dos bosques em redor das pedras.

O Sol banha-te com uma luz suave, purificando o teu corpo, mente e emoções.

Permanece nessa luz suave e liberta-te de qualquer tensão ou preocupação. Relaxa e descontrai.


Escuta o som do vento nas copas das árvores e o estalido seco das folhas que se desprendem.


Dentro de ti, larga velhas crenças e padrões, medos e emoções pesadas. Deixa ir. Solta.


O teu corpo é um templo, onde reside toda a sabedoria do mundo. Mergulha a consciência no centro do teu Ser e sente o balanço, o equilíbrio, a serenidade. Escuta o teu corpo e percebe se tem alguma mensagem para ti.


Tal como a árvore ascende, assim fazes tu. Eleva-te do círculo e expande a tua consciência até às estrelas.


Bebe o brilho das estrelas e traz a sua chama intensa para dentro de ti.

Quando sentires que é o momento de regressar, respira fundo e regressa ao teu aqui e agora, sentindo a tua energia vital completamente regenerada e pacificada.


Descobre quem és!


Quando percebemos que a vida é um espelho daquilo que somos, que atraímos aquilo que somos, que temos as experiências que nos permitem evoluir segundo aquilo que somos, torna-se imperativo descobrir ... quem somos!


A vida que nos acontece não é algo externo. Descobri isso depois de muita observação, mas principalmente ao fazer um trabalho profundo com o Centro do Ser, um dos 9 centros que nos constituem, e que possui as chaves da nossa Identidade, Amor e Direção.


Somos pequenos universos cheios de vida e de morte. Vivenciamos ciclos como a Mãe Natureza. Há partes de nós que morrem e outras que renascem.


Se sentes que estás a finalizar um ciclo com o qual o teu Ser Verdadeiro já não se identifica, que tal começar um novo ciclo em alinhamento pleno com a tua Essência?


Mergulha na tua história e ...


>>> descobre quem és!

Desejo-te feliz Equinócio!



* a Mandala e o Rave Bodygraph são marca registada da Jovian Archive.


 

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