• Susana de Sousa

Um Solstício amoroso e transformador

Segundo o Human Design, ao longo do ano, o Sol vai percorrendo as 64 portas da mandala, ativando energias específicas que reconhecemos de forma cíclica. Estas 64 portas têm uma correlação com os nossos centros energéticos, com os nossos órgãos biológicos e com o nosso ADN. Ao serem ativadas pelos movimentos dos astros, podem afectar-nos em maior ou menor grau consoante as nossas ativações individuais e o nosso nível de consciência.


Sempre que há Solstícios e Equinócios, o Sol ativa a Cruz do Cálice do Amor, no Centro do Ser. Podemos sentir uma onda de amor ou de desamor nos dias que antecedem o Natal, pois é o momento em que a Porta 10, a porta do comportamento do Ser Verdadeiro, fica ativada pelo Sol.


“A porta 10 é uma porta do Cálice do Amor e é a expressão do amor através do comportamento. É o potencial de amar a própria vida. E, no seu nível mais elevado, é o potencial de amor-próprio.” Ra Uru Hu


Este é o momento do ano em que o potencial de nos amarmos a nós mesmos está mais intensificado. Para quem não se ama, o mundo parece balançar em extremos dolorosos, sem uma direção confiável.


Muitos mistérios existenciais partem do Centro do Ser, onde as portas do Amor, da Identidade e da Direção conduzem a nossa vida.


Sem uma conexão a este Centro, que se situa precisamente no centro do corpo, na zona do externo, somos como barcos à deriva. Quando nos amamos, assumimos o comportamento que é correto para nós mesmos, e é assim que expressamos o nosso amor e potenciamos outros a amarem-se, através do nosso exemplo.


Quando as luzes se apagam e deixamos de observar os comportamentos alheios, podemos finalmente manter o foco na nossa direção única e individual.


É isso que acontece no auge do Inverno.



Sol transformador


No Hemisfério Norte, temos a noite mais longa do ano. É o tempo da Cailleach, a deusa do Inverno, que nos ensina a suportar os rigores da estação. Dentro de nós, tudo parece congelado, em hibernação. Falta o calor, falta a fertilidade que nutre, falta a luz que indica o caminho.


Para os druidas, que celebram este momento desde tempos imemoriais, o “Alban Arthan” (Luz de Artur) é o tempo da morte e do renascimento, o momento de largar tudo o que possa impedir o surgimento da Luz.


Quando a luz nos falta, é quando mais a valorizamos.

Na tradição da Deusa, celebra-se o festival Yule, que nos convida a olhar para dentro e a honrar os ancestrais, elevando a nossa perspectiva. Honra-se a Senhora do Céu e das Estrelas, da Montanha e da Pedra, dos Ossos e do Ar.

Nas paisagens frias do Hemisfério Norte, este é o período de contração, de paragem, de espera. O instante em que tudo fica em suspenso.


Com o Sol tão distante, abre-se um portal interno de acesso a uma outra Luz. O que está petrificado, emite um brilho subtil. As enormes pedras megalíticas, conectam-nos às estrelas distantes.


O convite é para que avances para dentro de ti, para os teus próprios mistérios, numa jornada de aquisição de direção que pode ser transformadora.


Afinal, estamos no Quarto da Mutação, onde o propósito é cumprido através da transformação e da consciencialização. O tema místico deste período é aceitar a morte.

O que precisa de morrer antes que a luz retorne?




A influência do Eremita que trilha o caminho amoroso

Com o Sol na porta 10, estamos numa ativação transformadora, que define a forma de nos comportarmos de modo a podermos sobreviver, centrados na nossa própria direção e com o potencial de Despertar.


O caminho proposto é Individual: o seu pulso criativo e melancólico é imprevisível e pode provocar mudanças.


A porta 10 está ativada na linha 2: o Eremita. “Deixem-me em paz”, é a expressão deste comportamento natural, que ergue uma barreira gigantesca para o mundo, mas que, por vezes, recebe um chamado irresistível para oferecer os seus dons naturais.


O momento exacto do Solstício terá, portanto, uma semente criativa que poderá desabrochar de forma natural e independente. Quase como numa brincadeira de criança, podem surgir ações geniais, um chamado aos teus talentos desconhecidos.


Quem nasce com um perfil 2, muitas vezes não consegue ver os seus dons, até que alguém os faça notar.


A influência magnética deste trânsito, ancorado na porta da aura (porta 15), abre um caminho de possibilidades transformadoras desde que se respeite a nossa verdade interna.


Lembro que os trânsitos podem ser condicionadores, afastando-nos da nossa essência, ou potenciadores. A chave é sempre seguir a Estratégia e Autoridade individual.


Se não respeitarmos a nossa essência, corremos o risco de colocar mal o foco e de seguirmos como um míssil sem direção, usando o poder de forma errada e abraçando lutas que não são as nossas.


Há uma pressão para agir de forma a encontrar um propósito, mas se a ação não for correta, se o comportamento não estiver em alinhamento com o Ser Verdadeiro, o resultado é uma enorme frustração e amargura, que em vez de potenciar o amor-próprio ainda o torna mais escasso.


Lembra-te do que nos ensina a Natureza: no Inverno, há que economizar recursos, e a nossa energia de ação e comunicação é um recurso valioso.


É tempo de despertar os dons internos e de abrir o olhar para os "mundos invisíveis".



Cerimónia de Solstício

"Ritual é poesia do mundo das acções." Ross Nichols


Celebrar estes momentos cíclicos, ajuda-nos a estarmos sintonizados com o fluxo da vida.


Geralmente, crio os meus rituais de forma natural e intuitiva. Podem durar apenas uns minutos, mas precisam de canalizar energia.


Deixo-te aqui uma proposta de Cerimónia de Solstício, em que cada imagem já foi energizada, para que tenhas a melhor experiência possível:

Visualiza-te a entrar num círculo de pedras megalíticas.

Sentes uma Paz profunda e uma segurança absoluta, enquanto inspiras o ar fresco dos bosques em redor das pedras.

O Sol banha-te com uma luz suave, purificando o teu corpo, mente e emoções.

Permanece nessa luz suave e liberta-te de qualquer tensão ou preocupação. Relaxa e descontrai.

Sente essa luz fluir através de ti, como se fosse uma brisa suave. Escuta os murmúrios da vegetação e o cântico misterioso dos pássaros.


Estás a receber Cura em todas as dimensões do teu Ser.


Respira fundo, e visualiza que à tua frente se encontra um enorme Cristal de Quartzo translúcido.


Visualiza-te a tocar no Cristal. Todo o teu Ser está receptivo às ativações energéticas deste Cristal, que te preenche com Amor e Paz.

Entrega ao vento as tuas preocupações e expressa o que queres libertar. Percepciona essas energias a sairem de ti e a serem envolvidas pela luz suave do Cristal.


Respira fundo, e pede agora que o Cristal te mostre qual a direção que deves seguir, preparando-te para o momento que a Luz voltará a intensificar-se dentro e fora de ti.


Respira fundo, e mantém-te em pura receptividade. Poderás receber visões e orientações divinas. Abre-te aos sinais do Universo.


Quando sentires que é o momento de regressar, respira fundo e regressa ao teu aqui e agora, sentindo a tua energia vital completamente regenerada e pacificada.

Desejo-te um Solstício transformador!



* a Mandala e o Rave Bodygraph são marca registada da Jovian Archive.


 

>> Subscreve aqui a newsletter do YourSELFStory para receber conteúdos exclusivos.

O que dizem desta newsletter:

"Cada newsletter é sempre uma boa surpresa e escrita numa linguagem doce e maravilhosa que nos enche a alma."

“Tanta LUZ!”

"Ler esta newsletter é um bálsamo para a alma e um elixir de renovação para o coração!"

“Espectacular!”

“Obrigada por seres este veículo de descoberta e autoconhecimento.”

“Wow! Adorei!”

“Susana, todas as suas mensagens vêm mesmo no momento certo.”

“Emocionante.”

“Estás a funcionar como um despertador!”

“Lindo!”

68 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo