• Susana de Sousa

Um Solstício modesto e influente

Ao longo do ano, o Sol percorre as 64 portas da mandala, ativando energias específicas que reconhecemos de forma cíclica. Conheces aquela sensação de ritmo vibrante e amor pela diversidade que se sente no Solstício de Verão (21 de Junho)? É o Sol na porta 15.


Porta 15 – Modéstia – Extremos

A qualidade de comportamento que expressa o equilíbrio correcto entre extremos.


Segundo o I-Ching, a imagem desta porta é Terra sobre Montanha. O extremo da Montanha (demasiado elevada) é equilibrado colocando a Terra por cima, e isso é a Modéstia.


Para os druidas, que celebram este momento desde tempos imemoriais, o “Alban Hefin” (Solstício de Verão) é um tempo de fronteira, de margem, de intervalo. A porta 15 fala de extremos, e os sábios sabem que é preciso saber navegar entre extremos para alcançar a Paz duradoura.


A porta 15 é também a porta do Amor à Humanidade. Saber aceitar a diversidade e os extremos, com verdadeira compaixão, permite-nos chegar a um lugar civilizado, harmonioso e confortável.


As opiniões, crenças e comportamentos que não conseguimos compreender e aceitar, fazem com que balancemos para um dos extremos e fiquemos cristalizados nele.


Para transcender esta prisão mental, há que perceber que todos os extremos que observamos à nossa volta e nos perturbam estão ligados a nós por fios invisíveis. Se olharmos para eles com vontade de aprender os seus mistérios, ficaremos surpreendidos.


Pensa na última situação que te provocou irritação ou mágoa e espreita para além do véu. Deixa de culpar a situação ou a pessoa que a criou e percebe que te está a dar pistas valiosas. Foi a tua aura que a atraiu (e a porta 15 é precisamente a porta da aura).


O Solstício de Verão é um excelente momento para reconciliares os teus extremos e entrares no fluxo da vida.


Na tradição da Deusa, celebra-se a Água (Litha), aquela que tem o potencial de purificar e regenerar, balançando os extremos do Fogo abrasador que se faz sentir no Verão.




Sol civilizador


No Hemisfério Norte, onde se concentra cerca de 90 porcento da população humana da Terra, o Sol atinge o seu auge neste ponto do ano. É o dia mais longo. Dentro de nós, é o poder de concretização e de expressão que se encontra no seu apogeu. Afinal, estamos no Quarto da Civilização, onde o propósito é cumprido através do movimento do espírito na forma.


Neste Quarto, que decorre aproximadamente entre as celebrações de Beltane (início de Maio) e Lammas (início de Agosto), encontram-se todas as portas do Centro da Garganta, o centro de manifestação.


É como se a força da Luz tivesse maturado ao longo do ano, para poder frutificar agora, materializando-se na nossa existência terrena.


Celebra-se esta festa com grandes fogueiras, que são a expressão viva do poder da Luz.


O facto de ser o momento do ano em que o Sol atinge o seu auge, diz-nos que de seguida os dias começam a ser mais curtos. A noite irá crescer em relação ao dia.


Celebrar a Luz no momento fronteiriço do início do seu declínio ajuda-nos a valorizar tudo de bom que a vida nos oferece e a preparar o espírito para os novos extremos que hão-de chegar. Isso torna o caminho mais seguro e traz-nos esperança de um futuro melhor e mais harmonioso.



A influência do Eremita que se lidera a si mesmo


Este ano, o Sol traz-nos a capacidade do Ser Verdadeiro aceitar a sua natureza de extremos como correta, gerando assim influência através de ações alinhadas com a essência.


Estamos sob influência da Linha 2, com a possibilidade de haver um chamado para sermos mais íntegros e autênticos na nossa relação connosco mesmos e com o cosmos.


Mercúrio finaliza o seu movimento de retrogradação na porta do Progresso, pedindo-nos para olhar para o que ainda precisa de ser corrigido de forma a podermos progredir.


Há um trabalho que precisa de ser feito em isolamento, e teremos a disciplina e a intuição para nos mantermos com rectidão nesse processo de liderança de nós mesmos. Com modéstia e ações corretas, vamos poder criar padrões duradouros e seguros.


O caminho proposto é Colectivo Lógico: o seu foco é aperfeiçoar o que está estragado para melhorar os padrões que nos coloquem no fluxo da vida.


A Lógica julga com insaciabilidade as fórmulas que não são seguras, testa-as e organiza-as com determinação, para orientar a humanidade em direção a um futuro seguro e aperfeiçoado.


Assim, no Solstício de Verão, temos a possibilidade de testar os padrões lógicos da nossa existência colectiva. Podemos entendê-los como uma sinfonia que foi ensaiada ao longo do ano. A celebração do Solstício é a apresentação ao público. Se correr bem, sabemos que estamos no fluxo e conseguimos influenciar todos aqueles que estão na nossa aura.


A porta 15 é porta mais magnética. Ativada na linha 2, torna-se extremamente influente.


Palavras-chave da Linha 2: natural, projecção, democrata, dons internos, autonomia, talento natural, harmonia, genialidade, solidão, ser chamado.



Cerimónia de Solstício


"Ritual é poesia do mundo das acções." Ross Nichols


Celebrar estes momentos cíclicos, ajuda-nos a estarmos sintonizados com o fluxo da vida. Mas não é necessário irmos para um círculo de pedras e celebrar em grupo: podemos criar o nosso próprio espaço interno de celebração, honrando a energia eremita da linha 2.


Podes experimentar criar o teu próprio ritual, em casa ou num local tranquilo na Natureza.


Deixo-te aqui uma proposta, que podes adaptar às tuas necessidades:


Visualiza-te a entrar num círculo de pedras megalíticas.


Sentes uma Paz profunda e uma segurança absoluta, enquanto inspiras o ar perfumado dos bosques em redor das pedras.


O Sol banha-te com uma luz suave, purificando o teu corpo, mente e emoções.


Permanece nessa luz suave e liberta-te de qualquer tensão ou preocupação. Relaxa e descontrai.


Sente essa luz fluir através de ti, como se fosse uma água puríssima. Escuta o som das fontes e dos rios que fluem em direção ao oceano.


Estás a receber Cura em todas as dimensões do teu Ser.


Respira fundo, e visualiza que à tua frente se encontra um altar de pedra com dois objectos: um cálice (à tua esquerda) e uma espada (à direita).


Visualiza-te a tocar em ambos, e sabe que tens nas tuas mãos a Lua e o Sol; a Água e o Fogo; o Feminino e o Masculino; a Matéria e o Espírito.


Tu, que seguras os dois extremos, és o meio pelo qual a Compaixão irradia para o mundo.


Do teu coração parte uma luz rosada, que se expande em todas as direções, muito para além do círculo.


Com essa expansão luminosa, abarcas todos os extremos e encontras o teu lugar no grande padrão cósmico.


Respira fundo e mantém-te nessa energia. Poderás receber visões e orientações divinas. Abre-te aos sinais do Universo.


Quando sentires que é o momento de regressar, respira fundo e regressa ao teu aqui e agora, sentindo a tua energia vital completamente regenerada e pacificada.


A força da Água


Podes ainda prolongar o trabalho de purificação e regeneração com a energia curadora dos Golfinhos. Este momento do ano pede uma conexão profunda à Água, para que fiquemos naturalmente no Fluxo e possamos viver uma vida mais harmoniosa e pacificada.


“É magnífico. Foi a meditação guiada mais bonita que alguma vez fiz.”

Isabel Cordeiro


Descobre aqui o programa mágico:


>>> Detox com os Golfinhos



* a Mandala e o Rave Bodygraph são marca registada da Jovian Archive

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