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Os 9 centros energéticos do Human Design


Em 2006, escrevi uma história sobre uma menina feiticeira que, cumprindo uma profecia, tem de atravessar um labirinto composto por nove níveis. No centro do labirinto, ela encontra uma sala com muitas portas. Nesse local, está a feiticeira-deusa Hécate, com um enorme caldeirão. A Deusa diz-lhe que aguarda um “coração” para terminar o seu feitiço. A menina abre uma porta, retira o coração congelado que lá está e entrega-o à feiticeira. Uma parte de si morre (representada por uma mãe cruel e egoísta) e a menina descobre que vai receber a sua Coroa.

Nove anos mais tarde, fiz a minha primeira análise de Human Design e descobri que hoje em dia temos nove centros energéticos e não sete. A minha história era um prenúncio de uma viagem através de um sistema de conhecimento que iria mudar radicalmente a minha vida.


Centros energéticos Human Design

A mutação de 1781


Em 1987, num encontro místico com aquilo que designa por “a Voz”, Ra Uru Hu recebeu uma informação que ainda não tinha vindo ao mundo: em 1781, em simultâneo com a descoberta do planeta Urano, o ser humano sofreu uma mutação e passou a ter nove centros energéticos em vez de sete. A esperança média de vida deixaria de ser medida pelos ciclos de Saturno (cerca de 30 anos) e passaria a ser medida pelo tempo que Urano leva a orbitar o Sol (cerca de 80 anos).

O Human Design, o sistema com qual trabalho profissionalmente, explica detalhadamente cada um dos nossos centros energéticos e como devemos lidar com eles. Introduz conceitos inovadores, como Tipo, Estratégia de Vida, Autoridade e Perfil. Debruça-se sobre a nossa forma (o nosso Desenho, corpo ou veículo) e mostra como esta se relaciona com aquilo que julgamos que somos (a nossa Personalidade).


A nossa energia movimenta-se internamente através dos nove centros energéticos, que estão ligados entre si por canais. A força vital de cada ser humano é diferenciada consoante as ligações que são ativadas no momento do nascimento (no nosso consciente ou Personalidade) e cerca de três meses antes (no nosso inconsciente ou Desenho). Em cada pessoa, os centros e canais irão funcionar de forma única, fixando algum tipo de energia e deixando margem para inputs externos.


Quando a energia opera de forma fixa, o centro energético está definido. Essa energia é consistente e transmite-se aos outros. Nesse caso, o centro estará colorido num gráfico.

Quando a energia é inconsistente, o centro energético está indefinido ou aberto, surgindo a branco no gráfico. O centro funciona como um receptor. Capta a energia que vem de fora (de pessoas, ambientes e trânsitos), amplifica-a e distorce-a. Corremos o risco de viver à mercê dessas energias que não são nossas e de tomar decisões baseadas nelas. É assim que nos desviamos do nosso Propósito.


Centros energéticos Human Design

Quando percebi que no meu gráfico tenho cinco centros indefinidos, vi como durante toda a vida distorci a energia emocional, mental e do ego, confundindo-as com algo meu. Agi muitas vezes de forma errada, por me deixar levar pela energia que vinha de fora de mim. A pessoa que eu acreditava ser era afinal uma construção, um complexo mecanismo de defesa criado para se adaptar a um mundo de intensidade energética insuportável.


Mais grave ainda foi perceber que tinha dado autoridade a estes centros. Eram eles que tinham decidido o meu caminho de vida, dirigidos pela mente, que é a porta-voz da abertura.


Tudo o que fiz na vida foi para evitar crises emocionais (Plexo Solar indefinido), para me valorizar (Centro do Coração e Ego indefinido), para mostrar que sei (Centro Ajna indefinido), para ir à procura da verdade sobre os Mistérios da existência (Centro da Cabeça aberto) e para evitar chamar a atenção (Centro da Garganta indefinido). Julgava que se chamasse demasiado a atenção (Garganta), as pessoas iriam perceber o quanto não sei (Ajna), iriam achar que eu não tinha valor (Ego) e iriam rejeitar-me, conduzindo-me à crise (Plexo Solar).


Se por um lado foi um choque para mim receber este conhecimento, por sentir que precisava de deixar cair muitas máscaras, por outro lado tive algumas das maiores revelações sobre o meu ser e pela primeira vez na vida comecei a conseguir aceitar-me.


Hoje, olhar para o meu mapa permite-me ver a perfeição que o cosmos reservou para mim. E observar a diversidade de mapas das pessoas que me rodeiam fez-me conseguir aceitar os outros por aquilo que são.


Human Design Centros energéticos

A revolução do Sagrado Feminino


O Human Design é um corpo de conhecimento de características uranianas: inovador, focado na diferença, revolucionário. Um sistema de auto-descoberta, que surgiu de forma inesperada e muito pouco usual e que nos mostra que é realmente importante funcionarmos de acordo com o fluxo energético que circula pelos nove centros, de modo a honrarmos a nossa mais profunda essência individual.

É curioso pensar que o número da Deusa é o nove (ou o 108, em que 1+0+8=9). As Musas, da mitologia greco-romana, seriam manifestações destes nove aspectos da Deusa una. Desde a poesia à música, passando pelos astros e pelo erotismo, elas ativam as diferentes áreas de atuação do Poder Feminino. Representam simbolicamente a totalidade criativa, permitindo trazer à forma a eternidade espiritual.


Joseph Campbell fala-nos da canção das Musas:


“quando tiveres morrido para o teu ego e para a consciência racional, a intuição abre-se, isto é, escutas a canção da Musa e isso é o poder feminino”.


Esta é também a mensagem do Human Design:


Liberta-te da mente e da tentativa egóica de tentar controlar a vida, e escuta a canção do poder feminino que te habita. A resposta está no teu Desenho (o corpo, a forma).


Sendo o Human Design um sistema que se debruça sobre a forma, sobre a energia Yin, falar do Sagrado Feminino como potencial para a transcendência parece-me simplesmente natural.


Ra Uru Hu pede-nos para “ver o corpo como solução, não como problema”. É através do corpo, da rendição à sua sabedoria, que conseguimos ir além da mente.


Esta é uma jornada de rendição, que em vez de nos trazer para um estado de passividade, nos amplia a consciência. É dar permissão para que uma consciência mais ampla, a que eu chamo a consciência do nosso Eu Superior, nos impregne e nos guie.


“Não encarnamos para sermos simplesmente um princípio da forma; caso contrário seríamos golfinhos ou plantas” diz-nos Ra, como o seu habitual sentido de humor. “Estamos aqui para cumprir um programa de consciência”.


Estar desperto na forma é o melhor modo de trazer a Beleza de Ser à sua máxima concretização. E isto só acontece quando se dá a rendição do ego e da mente ao poder magnético da existência.


Somos uma espécie em trânsito, a processar uma mutação que se iniciou há cerca de 240 anos, e estamos a atravessar o portal de uma outra mutação. Em 2027 irá ocorrer uma transformação no centro emocional, o Plexo Solar, que irá tornar-se um centro de consciência espiritual. Ao mesmo tempo, passaremos a viver sob uma força cósmica de profunda individualidade: a Cruz da Fénix Adormecida.


Neste período, iremos ser despojados dos sistemas que habitualmente nos oferecem apoio e suporte, e teremos de saber movimentar-nos na vida apenas com a sabedoria do nosso corpo energético. Aprender a vivenciar de forma saudável cada um dos nossos nove centros é fundamental para entrarmos em segurança nesta Nova Era, mais exigente em termos energéticos, por nos forçar a viver em sintonia com a nossa individualidade.


O labirinto que descrevi no livro, com as suas nove etapas, foi uma espécie de viagem pelos Centros energéticos, mostrando-me qual o caminho para ir ao encontro de mim mesma e me tornar “rainha” do meu próprio Ser. A partir desta tomada de consciência, comecei a criar jornadas nas minhas mentorias para trabalhar estes centros na profundidade, e assim ajudar outras pessoas a percorrer o mapa do seu Ser.


Em cada Centro reside um enorme manancial de sabedoria. Tal como no mito da descida de Inanna, cada paragem num destes centros é uma etapa para o caminho da iluminação e transcendência, para o empoderamento pessoal.

Cada pessoa é diferenciada e única, e vive os seus centros de forma muito específica. Se ainda não conheces o teu Desenho, vem por aqui:



* a Mandala e o Rave Bodygraph são marca registada da Jovian Archive





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