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A mudança de 2027 no Human Design


A cada 400 anos, o pano de fundo que influencia a Humanidade sofre uma mudança. Quem vive nos períodos em que esse pano de fundo é substituído pode mesmo ter um choque.


E adivinha só... Tu e eu estamos a viver essa mudança!


Imagina que a tua vida decorre num palco. Estás a interpretar o teu papel, a servir chá a um grupo de actores enquanto falas sobre os valores da família. Sentes-te em segurança, num ambiente clássico, ordenado, onde os teus diálogos encaixam de forma harmoniosa.


Subitamente, percebes que o cenário mudou. Estás agora numa paisagem natural, selvagem. A tua voz parece vazia ali... O que importa o ritual do chá ou o discurso sobre valores familiares quando o vento faz rolar pedras na encosta de uma montanha e os riachos cantam sobre a liberdade de sermos criativos?


As novas emoções que se fazem sentir falam de estranheza, de incerteza e de melancolia. À tua volta, tudo é novo e diferente. Tu és novo e diferente. Já não encaixas. Onde está a estrutura que te apoiava, que te era tão familiar?


Calma... a mudança só irá ocorrer em 2027, embora desde 2020 a equipa de cenografia tenha começado a desmontar o cenário. Estamos todos a sentir esta turbulência, e muitos de nós não conseguem compreender a sua origem.


Ainda há tempo para te prepares.



A Cruz do Planeamento


Segundo Ra Uru Hu, fundador do Human Design, para cada ciclo cósmico, há determinadas chaves que abrem as fechaduras localizadas no Centro do Ser (o centro energético da direção, amor e identidade). São as chaves para a Cruz do Cálice do Amor e para a Cruz da Esfinge. Quando as chaves encaixam nas fechaduras, há um determinado Programa que fica ativado.


A um nível mais místico, podemos pensar que é como um conjunto de ordens invisíveis ditadas pelo Divino. Se preferirmos uma linguagem mais mundana, é simplesmente a diferença entre estarmos dentro de um programa de culinária ou de um concurso televisivo. A nossa forma de estar e de viver tem de adaptar-se. Podemos ser nós mesmos em qualquer programa, mas se não gostarmos de cozinhar vai ser um desafio viver num programa de culinária.


As chaves do ciclo global que se iniciou em 1615 são maioritariamente tribais (apoiar o meu grupo é fundamental) e lógicas (encontrar padrões que tornem seguro o dia de amanhã).


Por exemplo, a chave que abre a fechadura do Caminho, uma porta espiritual, é a Família/Amizade (37), e a chave que abre a fechadura do Templo, uma porta que nos incorpora no corpo, é a Libertação/Solidão (40). Estas duas chaves criam uma força de vida, o Canal da Comunidade, que liga o Ego ao Plexo Solar e que tem grande impacto na forma como vivemos o caminho material.


Isso significa que o foco deste ciclo tem sido a família, o trabalho e a comunidade. O grande tema das nossas vidas tem sido estudar para arranjar um bom emprego para nos sustentarmos e eventualmente sustentarmos uma família. Em termos colectivos, foram criadas estruturas para suportar esta evolução e foi-nos incutida a noção de que para sermos bem sucedidos temos de fazer parte de algo maior do que nós próprios (o desenho de uma parte à procura do Todo).


Mais uma porta tribal, a porta da Continuidade (32), acentuou a importância de termos de ser bem sucedidos em termos materiais e comunitários, focando-nos no que pode ser transformado ou mantido nas famílias e nos pequenos grupos aos quais pertencemos, para conservar aquilo que nos traz sucesso.


O ciclo apresenta também três portas cuja função é aperfeiçoar de forma lógica o nosso futuro em termos colectivos, colecionando detalhes para nos podermos focar em melhorias técnicas. Nestes últimos 400 anos, os avanços científicos foram prodigiosos.


A Cruz do Planeamento deu-nos suporte na construção de estruturas comunitárias e ajudou-nos a partilhar conhecimento técnico. Quando esta energia se retirar, o que irá acontecer?



A Cruz da Fénix Adormecida


O novo ciclo é denominado: Cruz da Fénix Adormecida. Pensemos no pássaro mítico e no seu processo de transformação. A Fénix está constantemente num processo alquímico, mas se estiver "adormecida", as transformações constantes são um suplício, pois não há consciência envolvida.

Este novo ciclo ainda apresenta duas portas tribais, mas nenhuma porta lógica. Só que o destaque vai para as portas individuais: cinco portas, quando no ciclo anterior apenas existia uma!


Como duas dessas chaves individuais formam uma força de vida, o Canal do Carisma (34-20), a mudança energética vai ser muito intensa.


O Canal do Carisma é uma das maiores forças de manifestação, pois conecta a energia do Centro Sacral (através do poder bruto da porta 34) ao Centro da Garganta, para que se expresse no agora (porta 20). É o desenho onde os pensamentos querem tornar-se acções.


Toda a energia do gráfico quer chegar à Garganta, o centro de Manifestação, pois é aí que tudo ganha forma. Diz-se que as coisas só existem quando as nomeamos. É no Centro da Garganta que o potencial humano se transforma em algo concreto, e que se constrói o mundo (todas as portas deste centro fazem parte do Quarto da Civilização, onde o propósito é cumprido através do movimento do espírito na forma).


Com o Canal do Carisma, a energia de criação, a força vital, chega à Garganta num pulso. É força bruta a querer expressar-se, seja para dizer algo impactante, seja para construir algum aspecto da civilização.


E com acesso direto a essa energia, qual será a tendência do ser humano? Expressão e ação puras no agora. Se isso acontecer sem que cada um de nós respeite a nossa verdade individual e o nosso timming, os resultados podem ser catastróficos: ocupação constante, produtividade cega, poder desgovernado, um míssil sem direção.


Durante todo este ciclo, a Melancolia vai fazer-se sentir com mais intensidade. As pessoas que carregam muita individualidade no seu gráfico estão habituadas a sentir surtos de melancolia, mas os que não têm muitas ativações individuais em breve irão começar a senti-la e podem não estar preparadas, confundindo-a com depressão. Explico como lidar com a Melancolia neste artigo.


Se vamos passar a viver num ciclo marcado pela Individualidade, torna-se urgente aprendermos a lidar com os processos individuais.


O grande segredo do processo de individuação é este: começamos a sentir amor por nós mesmos. A palavra individuação poderia ser substituída pela expressão: "romance contigo".



A Linha 6 entra em cena


Quando as chaves girarem, vamos sentir ainda outra mudança significativa: a Linha 1 retira-se e entra a Linha 6. É como estarmos na base de uma montanha e no momento seguinte sermos transportados para o cume, sem aviso nem preparação.


Nos grandes ciclos cósmicos, cada uma das 6 linhas do hexagrama domina durante cerca de 68 anos. Desde os anos 60 que estamos sob o domínio da Linha 1, uma energia que se foca em estudar e descobrir como funcionam as coisas, para adquirir uma base sólida.


Com a entrada da Linha 6, vamos sofrer uma transição para um modelo de vida tripartido ligado ao ciclos de Saturno (experimentação - distanciamento - modelo), que nos vai exigir viver com autenticidade. É uma linha visionária e sábia, sobre a qual pouco se sabe, pois é única que não faz parte do hexagrama.


Isto quer dizer que o modo de funcionamento ao qual estamos habituados (estudar e investigar para adquirir segurança sendo suportados por grupos e instituições) vai ser substituído por uma forma de viver em que simplesmente temos de ser nós mesmos.


Parece simples, mas esta é a grande falha da humanidade: não nos conhecemos e não sabemos viver sendo nós mesmos, pois somos condicionados, desde que viemos ao mundo, para encaixar no que é esperado que sejamos.


Digo e repito: o autoconhecimento não é um luxo, é a nossa maior necessidade.


Neste momento, em que 2027 está à porta, quem não souber viver em alinhamento com a sua essência corre o risco de não sobreviver às mudanças.


Uma dica preciosa: aprende a lidar com Saturno. São os planetas que nos ativam, e Saturno tem um papel fundamental relativamente à Linha 6.


Palavras-chave da linha 1: investigar, fundação sólida, base segura, insegurança, introspecção, empatia, descobrir como funciona, autoridades, estudar comportamento, modéstia, paciência, camaleão.

Palavras-chave da linha 6: modelo, transição, optimismo, liderança, administrador, pacificador, compaixão, objectividade, distanciamento, confiança, visão, transpessoal, profundidade.



E ainda...


A substituição da Cruz do Planeamento pela Cruz da Fénix Adormecida, e da Linha 1 pela Linha 6, é apenas uma das grandes mudanças que vão ocorrer em 2027.


Segundo Ra Uru Hu, fundador do sistema de Human Design, as outras mudanças são:


- O Plexo Solar deixa de ser um centro motor e passa a ser um centro de consciência espiritual.


- Surge uma nova espécie: os Raves.


E nós, seres humanos, cuja consciência ainda tem muitos passos para dar, teremos de aprender a viver numa realidade totalmente nova.


No território da individualidade tudo é imprevisível. Aqui brota a mudança, e o Novo Mundo que está a chegar é um mundo de mudanças tão constantes e profundas que não é possível concebê-lo nos parâmetros de conhecimento actuais.


O tecido da realidade, o próprio tecido do mundo, vai mudar.


Caminhamos nos últimos fios da trama conhecida, e todo o Novo está a ser criado com os nossos padrões vibratórios. Esse mundo ainda está por nascer e é tão diferente do que conhecemos que vamos ficar surpreendidos.


As chaves cósmicas vão girar, mas tu tens em ti as tuas próprias chaves para entrar no novo ciclo. Chaves que te permitem seres tu mesma(o), vivendo uma vida fascinante, com confiança plena e optimismo.


Posso ajudar-te a descobrir as tuas próprias chaves e a adquirir confiança na vida, para que tenhas uma visão clara sobre ti e o teu caminho.


Sabe mais sobre o meu trabalho aqui:


>>> a jornada de Despertar com o Human Design



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